OUÇA AGORA
[Parte 1]
Naquela estrada antiga, lá da Bela Vista, Eu e o João Dionísio vivíamos a batucar. Na Fazenda Amália, em Santa Rosa de Viterbo, O mundo era pequeno, mas cabia nosso cantar. O destino foi chamando, devagar, feito promessa, E descemos pra cidade pra tentar uma canção. Foi então que apareceu Seu Wilson, homem sério, Com um violão potente que falava ao coração.
[Refrão]
Ah… meu Deus, quanta saudade, Daqueles dias que o tempo não levou. Dos meus amigos, das risadas, das vontades, Do nosso samba que a vida embalou. Saudade doce que aperta e que consola, Dos velhos tempos que o coração guardou.
[Parte 2]
Seu Wilson trouxe o filho — o Peninha, bom de alma — No cavaquinho leve que brilhava sem esforço. E assim começamos todos, reunidos na sala, A ensaiar na casa deles… e parecia até sonho. E assim nascia o grupo — Os Amigos do Samba — E as fotos não me deixam mentir: tocamos por todo lugar. Da cidade à região, da festa simples ao salão, Era só bater o pandeiro que o povo corria pra dançar.
[Refrão]
Ah… meu Deus, quanta saudade, Daqueles dias que o tempo não levou. Dos meus amigos, das risadas, das vontades, Do nosso samba que a vida embalou. Saudade doce que aperta e que consola, Dos velhos tempos que o coração guardou.
[Parte 3]
João Dionísio era alto, de pele morena e firme, Com aquela voz de trovão que tremia até o chão, Nunca esquecia um pedido, fosse samba ou seresta, E cantava com a alma inteira em cada improvisação. Seu Wilson não ficava atrás — cantava forte, com presença — E o seu violão que era mais que um baixo tremia o coração, Nos baixos que estremeciam, parecia até magia, Como se o tempo parasse dentro de cada canção.
[Refrão]
Ah… meu Deus, quanta saudade, Daqueles dias que o tempo não levou. Dos meus amigos, das risadas, das vontades, Do nosso samba que a vida embalou. Saudade doce que aperta e que consola, Dos velhos tempos que o coração guardou.
[Parte 4]
E Peninha, seu filho, no cavaquinho encantado, Dava um toque diferente que ninguém conseguia imitar. Tinha a música no sangue, no sorriso, na cadência, E provava em cada solo que tinha talento até sobrar. E tinha mais: o surdão, que era coisa de lenda, Batendo fundo no peito e fazendo o samba girar. E o maestro Pirombá comandando o batente, Era festa garantida do começo até acabar.
[Refrão]
Ah… meu Deus, quanta saudade, Daqueles dias que o tempo não levou. Dos meus amigos, das risadas, das vontades, Do nosso samba que a vida embalou. Saudade doce que aperta e que consola, Dos velhos tempos que o coração guardou.
[Parte 5 – Final]
Mas o tempo, esse danado, marca a gente com saudade: João Dionísio foi tocar pandeiro lá no céu. E Seu Wilson o seguiu com seu violão afinado, Fazendo um dueto perfeito e muito bem ensaiado, E pra completar o time, lá também falta um cavaco, E até o surdão se cala pedindo uma explicação… Alguém avisa lá em cima que eu ainda vou demorar: Ainda preciso na terra escrever outra canção.
[Refrão Final]
Ah… meu Deus, quanta saudade, Daqueles dias que o tempo não levou. Dos meus amigos, das risadas, das vontades, Do nosso samba que a vida embalou. Saudade doce que aperta e que consola, Dos velhos tempos que o coração guardou.
FICHA TÉCNICA:
Compositor: ADILSON GUERREIRO
Título em inglês: FRIENDS OF SAMBA
Horário do lançamento: 2025-12-14 12:00 AM (Sao Paulo)
Gênero: Latin
Subgênero: Samba
Idioma do título: Português (Portuguese)
UPC: 601294023913
ISRC: GXD7V2678188

